Cirurgia Robótica.
O encontro entre a mão do cirurgião e a precisão milimétrica da robótica — a evolução da cirurgia minimamente invasiva aplicada à urologia.
01 A técnica
O que é a cirurgia robótica.
Na cirurgia robótica, o cirurgião opera a partir de um console, controlando braços robóticos equipados com instrumentos articulados que reproduzem — e refinam — os movimentos de suas mãos dentro do corpo do paciente, por meio de pequenas incisões.
A visão tridimensional ampliada do campo operatório, a articulação dos instrumentos com amplitude superior à do punho humano e a filtragem de tremores permitem dissecções extremamente delicadas, próximas de estruturas nobres.
“A robótica não substitui o cirurgião — ela amplifica, com precisão milimétrica, a experiência de quem a conduz.”
Por se tratar de cirurgia minimamente invasiva, o procedimento tende a estar associado a menor sangramento, menos dor no pós-operatório, internações mais curtas e retorno mais rápido às atividades — sempre a depender do caso e da avaliação individual.
02 Aplicações na urologia
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Prostatectomia radical
Tratamento cirúrgico do câncer de próstata, com dissecção delicada visando à preservação das estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual, sempre que oncologicamente possível.
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Nefrectomia parcial
Remoção de tumores renais preservando o restante do rim — a precisão robótica favorece a reconstrução do órgão e a manutenção da função renal.
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Cistectomia radical
Tratamento cirúrgico do câncer de bexiga com reconstrução do trânsito urinário, em casos selecionados.
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Cirurgias reconstrutivas
Procedimentos como a pieloplastia, para correção de obstruções da via urinária, beneficiam-se da sutura de alta precisão que a plataforma robótica proporciona.
03 A experiência importa
Formado onde a robótica nasceu e amadureceu.
Os resultados da cirurgia robótica estão diretamente ligados à experiência do cirurgião que a conduz. O Dr. Paulo Afonso realizou fellowship no Keck Hospital da University of Southern California (USC), em Los Angeles, sob orientação do prof. Inderbir Gill — uma das maiores autoridades mundiais em uro-oncologia e cirurgia robótica.
Antes, aperfeiçoou-se em cirurgia minimamente invasiva no Hospital Clinic de Barcelona, com o prof. Antônio Alcaraz. Hoje, aplica essa vivência internacional na prática diária no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e nos principais hospitais de São Paulo.
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